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comentarius quotidianus

O recuo da Grande Alemanha

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This entry was posted on Sunday, March 28, 2010 2:54:00 AM and is filed under União Europeia.

Depois de ter perdido duas Guerras Mundiais, a Alemanha percebeu que lutando sózinha contra tudo e contra todos para dominar a Europa, mesmo que conseguisse dominar a França, nunca conseguiria dominar o Reino Unido, mais ainda com as ligações que este tem aos Estados Unidos.

A França, entretanto, também percebeu, depois da II Grande Guerra, que já não era uma potência mundial com futuro, e que iria perder a sua relevância internacional, até a nível cultural.

Foi assim que, juntas, a Alemanha e a  França resolveram dar as mãos e criar os Estados Unidos da Europa.

A Inglaterra, quando viu este conluio, desconfiou... Mas como, apesar de tudo, não tem maneira de ficar de fora de um mercado europeu, O Reino Unido adere - mas, atenção, adere à U.E. apenas a meia haste, já que não participa no Marco, perdão, no Euro.

Além disso, o Reino Unido mantém várias "especificidades", como sejam vantagens fiscais nos investimentos feitos na City de Londres, (forma matreira de concorrência fiscal que retira toda a coerência a uma U.E. "Social"), benefícios fiscais esses que levaram à City uma enorme riqueza mas também, hélas!, trouxeram em anos recentes enorme quantidade de créditos "tóxicos", que contagiaram o sistema bancário e acabaram rebentando com a Islândia, deixaram a Irlanda de rastos, e trouxeram a senhora LIbra quase para o valor do Euro. 

Convém perceber o que ninguém diz abertamente - a crise da Europa é provocada pela China, por mais ninguém! É a enorme capacidade produtiva e competitiva da economia Chinesa que destrói o velho tecido industrial das economias europeias mais atrasadas... Mas a Alemanha, que continua com "superavit", não quer pagar os custos da reconversão da economia dos países que foram destruídos pela China.

Vai daí, a Alemanha permite a intervenção do FMI, para salvar a Grécia.

É o adiamento do Euro, enquanto moeda de referência mundial.

Entretanto o Dólar, teóricamente, estaria hoje sujeito à maior  pressão inflacionista e desvalorizadora de sempre, provocada pelas suas recentes políticas estatistas - uso do dinheiro do Estado para evitar a falência de bancos e para criar um Estado Providência Americano, o que obriga o Estado a dispender fortunas que não tem e, portanto, a imprimir notas de Dolar a uma velocidade vertiginosa. Contudo, o Dólar mantém-se com um valor estável, como o Polícia da Economia

No fundo, percebe-se a razão - os Estados Unidos continuam a ter uma capacidade bélica muito superior a qualquer outro País, e com isso sossegam todos os ricos, que compram dólares para ter a sua fortuna debaixo da protectora asa da Águia Americana!

Perante isto, não é de estranhar que seja o FMI, organismo protector do sistema financeiro assente no Dólar, a aparecer como a braçadeira electrónica que fica no pulso do País criminoso, até ele pagar as dívidas...


Entretanto, a Alemanha perdeu uma oportunidade de conquistar admiradores e apoiantes na UE... A Águia do Grande Reich encolheu-se...

ofilosofo
   
 

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