Sabem como se chama o treinador da Holanda?
Eu não! Mas tenho a certeza que não se chama... Carlos Queirós.
A equipa da Holanda é melhor que a Portuguesa? Não!
Mas não joga na retranca, com medo. Não joga à Carlos Queiros, o homem da fuga para a frente...
Quem ainda não percebeu que um treinador de futebol é um
general, e não um
professor, ainda pode acreditar em Queirós para seleccionador de Portugal.
Eu até acho que Queirós é uma pessoa estimável, com o seu valor próprio; infelizmente, sofre de doença muito lusitana - quer sair para fora das suas tamancas...
Para perceber a frustração de quem quer ser "general" mas tem a personalidade do "professor" basta lembrar o velho ditado "quem pode faz, quem não pode ensina"!
Qualquer professor que deixe de dar valor à função do "mestre", que é uma das mais nobres tarefas que qualquer ser humano pode assumir - mas é uma tarefa essencialmente humilde, intimista, fora das luzes da ribalta! - qualquer professor que seja aliciado pelo brilho das vitórias irá querer "
fazer", e não "
ensinar", irá andar a fingir que é um lider, um general, e ficará sempre aquém, nos momentos da verdade, da guerra pura, dos resultados que ambiciona e os outros esperam.
Fala-se, no caso de Queirós, do Campenonato Mundial que ganhou com a "geração de ouro", e não se percebe que essa vitória prova, exactamente, que Queirós é um bom professor, mas um general medíocre!!! O que esses jovens necessitavam, nessa idade e nesse nível de competição, era de aprender bem e exprimir valorosamente essa aprendizagem... E isso, Queirós fez bem...
Foi essa vitória que deu a Queirós a ambição de querer ser general, e o levou a sair para fora das tamancas, qual sapateiro a querer tocar rabecão.
Nada do que Queirós deu aos jovens, e estes necessitavam, nesse famoso Campeonato Mundial, nada disso tem a ver com a competição dos seniores, com um campeonato mundial onde actuam os guerreiros mais maduros, mais matreiros e mais decididos do futebol internacional, que precisam de tudo menos da "mão amiga" de um professor...
No fundo, no fundo, Queirós
sabia disto.
Mas como já está muito batido nestas andanças, gizou então o seu plano, um plano que serviu bem as suas ambições de permanecer como seleccionador nacional, mas que nunca foi um plano para levar ao limite do possível as capacidades competitivas da selecção portuguesa.
O plano foi jogar para chegar a todo o custo aos oitavos.
Sem qualquer ambição de criar um jogo próprio, de impôr as qualidades do seus jogadores e do futebol português, sem qualquer ambição de grandes vitórias, Queirós matou o espírito de vitória e de glória que, afinal, é aquele que poderia motivar jogadores que se movem nesse espírito e nessa alta roda da competição, como Cristiano Ronaldo ( a grande vítima, inevitavelmente, deste minimalismo de ambições de Queirós, desta sua falta de glória e ambição...), como Deco, Carvalho, Simão, MIguel, etc...
A fechar, e como prova final do que dizemos, basta perguntar: quem, dos jogadores portugueses, brilhou no Mundial?
Apenas dois jogadores: um, Eduardo. Quando o guarda-redes brilha, está tudo dito quanto à estratégia e fio de jogo de uma equipa...
O outro jogador foi Fábio Coentrão. Ora o Fábio Coentrão atingiu, neste ano, um patamar competitivo indestrutível por qualquer reserva táctica de treinador sem ambição, porque essa competitividade assenta na sua própria personalidade e no seu modo natural de jogar, reforçados por um treinador (Jorge Jesus) guerrerio e uma época de sucesso....
Portanto, são estes dois jogadores, os únicos que brilharam, que provam o aproveitamento quase nulo que Queirós retirou da maior parte da sua equipa. Queirós não potenciou a equipa, castrou-a.
Por mim, pode sair.
ofilosofo